sexta-feira, outubro 06, 2006

Canção de Amergin (tradução portuguesa)

Sou uma brisa do oceano,
Sou uma onda do mar,
Sou um ruído do oceano,
Sou um veado com sete pontas em cada galho,
Sou um falcão sobre o rochedo,
Sou a mais bela das flores,
Sou um javali,
Sou um salmão num lago,
Sou uma lagoa numa planície,
Sou uma palavra de sabedoria,
Sou uma lança que trava batalhas,
Sou um deus criador do fogo sagrado.

Quem explica a autoridade das montanhas?
Quem, senão eu, sabe onde o sol se porá?
Quem adivinha as isades da Lua?
Quem traz o gado da casa de Tethra e o separa?
A quem sorri o gado de Tethra?
Quem forja as armas de monte em monte?

Invocai, Povo do Mar, invocai o poeta, que este possa tecer um feitiço para vós.
Pois eu, o Druida, que gravou letras em ogham,
Eu, que separo os guerreiros
Aproximarme-ei das fortalezas dos Sídhe e procurarei um poeta astuto e com ele prepararei sortilégios.
Sou uma brisa do oceano.